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Amplitude de Movimento Funcional

...................................................................................................................................................................... O termo "amplitude de movimento" gera muita controvérsia quando estudamos a questão do treinamento físico. Até que ponto, ganhos em amplitude de movimento podem ser benéficos ou prejudiciais a um indivíduo? E em relação a um atleta de alto rendimento?

Independentemente do objetivo e do agente a que nos referimos, o sistema neuromuscular locomotor tem uma só função: fazer com que o corpo se movimente da melhor maneira possível, mesmo que com isso tenha de buscar compensações neuromusculares.

Se pararmos para analisar a funcionalidade do sistema, percebe-se que instabilidade e excesso ou carência de mobilidade podem desencadear o desenvolvimento de um processo degenerativo.

Gray Cook, fisioterapeuta especialista em movimento funcional e criador do FMS (Functional Movement Screen), em muitas de suas palestras e seminários, faz alusão aos conceitos de mobilidade e estabilidade, dividindo o corpo da seguinte forma:

• Tornozelo - Mobilidade;
• Joelho - Estabilidade;
• Quadril - Mobilidade;
• Lombar - Estabilidade;
• Toráxica - Mobilidade;
• Ombro - Estabilidade;
• Cervical - Mobilidade.

Desta forma, fica claro saber quem são os responsáveis por nos dar liberdade de movimento e quem são os responsáveis por nos manter em equilíbrio constante, quando da execução de movimento.

Ao afirmarmos que o sistema trabalha de forma integrada, nos referimos ao fato de todos esses fatores estarem interligados e e ao fato deles contribuírem um com os outros para um resultado mais eficaz. Na pratica, uma eventual carência de mobilidade no tornozelo, por exemplo, originará instabilidade no Joelho, que, conseqüentemente, sera fator causador de problemas no quadril, etc.

A amplitude de movimento deve ser trabalhada funcionalmente, levando-se em conta, o conjunto, o todo do sistema, com o objetivo de torná-lo mais eficiente na execução de suas tarefas.

Para comprovar o que foi dito acima, usaremos o exemplo do Deep Squat Progression (agachamento profundo), que trabalha a amplitude de movimento de forma integrada, respeitando a função de cada parte do corpo.

Descrevendo o movimento, temos que a dorsiflexão do tornozelo proporciona melhor estabilidade do joelho que, como resultado, proporciona melhor ativação dos músculos do quadril, gerando maior estabilidade dos músculos estabilizadores do tronco, proporcionando uma ativação mais eficiente dos músculos extensores da coluna toráxica, para um melhor encaixe do complexo do ombro, produzindo maior liberdade de movimento da coluna cervical.

Um sistema eficiente previne lesões, melhora qualidade de execução dos movimentos, aumenta a capacidade de manutenção de estresses, fatores que SAO essenciais na qualidade de vida de um indivíduo.

Para informações acerca de movimento funcional, visitem o site www.functionalmovement.com e saibam um pouco sobre a proposta de trabalho de Gray Cook e Lee Burton, dois dos maiores especialistas em Treinamento Funcional do mundo.

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